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Dólar dispara e fecha acima de R$ 5,15 após dados de emprego reforçarem expectativa de alta de juros nos EUA

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Dólar dispara e fecha acima de R$ 5,15 após dados de emprego reforçarem expectativa de alta de juros nos EUA

Foto: jcomp no Freepik

O dólar disparou nesta sexta-feira (5) e encerrou o pregão no maior nível em mais de dois meses, impulsionado por dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O resultado reforçou as apostas de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, poderá manter os juros elevados por mais tempo, fortalecendo a moeda americana no mercado global.





A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,1572, com alta de 1,78%. O valor representa o maior fechamento desde 2 de abril. Na primeira semana de junho, o dólar acumulou valorização de 2,27%, após já ter avançado 1,82% em maio.





O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou os 100 pontos pela primeira vez desde abril.





A reação do mercado veio após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos. Foram criadas 172 mil vagas de trabalho em maio, acima das projeções dos analistas. Os números de março e abril também foram revisados para cima, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.





O resultado aumentou a percepção de que o Fed terá menos espaço para reduzir os juros neste ano. Com a economia americana ainda aquecida e a inflação permanecendo no radar, investidores passaram a reforçar apostas em uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos.





Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram ao longo do dia, atraindo recursos para ativos considerados mais seguros e fortalecendo ainda mais o dólar.





Sem indicadores de grande impacto no cenário doméstico, o mercado brasileiro acompanhou principalmente os movimentos externos. O real esteve entre as moedas que mais perderam valor frente ao dólar durante o pregão.






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Petróleo fecha em queda





Os preços do petróleo encerraram a sessão em baixa, pressionados pelo fortalecimento do dólar e pelas perspectivas de juros mais altos nos Estados Unidos. O barril do petróleo WTI para julho caiu 2,69%, fechando a US$ 90,54. Já o Brent para agosto recuou 2,04%, encerrando o dia cotado a US$ 93,09.





Apesar das perdas desta sexta-feira, a commodity acumulou ganhos no balanço semanal. O WTI avançou 3,64%, enquanto o Brent registrou alta de 2,16%.





Ao longo do dia, o mercado também acompanhou os desdobramentos das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e a manutenção do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Embora o cenário geopolítico continue cercado de incertezas, os investidores deram maior peso aos dados da economia americana e ao fortalecimento do dólar.





Mesmo com a valorização recente da moeda norte-americana, o dólar ainda acumula queda de 6,04% frente ao real em 2026. O cenário internacional, porém, segue pressionando os mercados e reduzindo as expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos ao longo dos próximos meses.


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