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Violência no entorno de escolas faz alunos faltarem às aulas no Acre, aponta IBG

oaltoacre.com
Violência no entorno de escolas faz alunos faltarem às aulas no Acre, aponta IBG

Pesquisa do IBGE mostra que mais de 90% dos estudantes acreanos que faltaram às aulas por medo da violência estudam em áreas com registros de crimes. Os assaltos e roubos foram mencionados por 82,1% dos responsáveis pelas escolas da capital, percentual superior à média nacional das capitais, que ficou em 88,7%

A violência no entorno das escolas tem impactado diretamente a frequência de estudantes no Acre e em Rio Branco. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a maioria dos adolescentes que faltou às aulas por medo do trajeto entre casa e escola estudava em locais onde diretores relataram situações de violência na comunidade.


No Acre, 93,2% dos estudantes de 13 a 17 anos que deixaram de frequentar a escola ao menos um dia nos 30 dias anteriores à pesquisa por não se sentirem seguros no caminho estudavam em instituições localizadas em áreas com registros de violência. O percentual é superior à média da Região Norte, de 81,6%, e também acima da média nacional, de 87,2%.


Entre os principais episódios relatados pelos gestores escolares acreanos estão assaltos e roubos, mencionados por 66,8% dos entrevistados. Casos relacionados à venda de drogas aparecem em 70,1% das respostas, enquanto situações de agressão física ou espancamento foram citadas por 62,7%.


Os registros de tiros ou tiroteios também aparecem no levantamento, embora em menor proporção. No Acre, esse tipo de ocorrência foi relatado por 20% dos diretores ou responsáveis pelas escolas.


Rio Branco apresenta índices acima da média nacional

Na capital acreana, os indicadores são ainda mais elevados. Segundo a pesquisa, 94,3% dos estudantes que faltaram à escola por medo da violência no trajeto frequentavam instituições localizadas em áreas onde os gestores relataram algum tipo de violência.


Os assaltos e roubos foram mencionados por 82,1% dos responsáveis pelas escolas da capital, percentual superior à média nacional das capitais, que ficou em 88,7%. Já os casos de agressão física ou espancamento alcançaram 67,9%.


A pesquisa também aponta que 60,8% dos gestores de escolas de Rio Branco relataram situações relacionadas à venda de drogas na localidade das unidades de ensino. Episódios de tiros ou tiroteios foram registrados por 43% dos entrevistados.


Suspensão de aulas por violência

Outro dado levantado pela PeNSE mostra que a violência também chegou a provocar interrupções nas atividades escolares.


No Acre, 3,4% dos estudantes estudavam em escolas que tiveram aulas suspensas ou interrompidas ao menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa por motivos relacionados à segurança. Em todos os casos registrados no estado, a suspensão ocorreu uma única vez.


Em Rio Branco, o percentual foi maior: 7,1% dos alunos estavam matriculados em escolas que precisaram interromper as atividades devido a episódios de violência. Assim como no restante do estado, todas as ocorrências registradas aconteceram apenas uma vez no período analisado.


A pesquisa do IBGE ouviu estudantes de 13 a 17 anos e analisou informações fornecidas pelos responsáveis pelas unidades de ensino em todo o país, permitindo identificar os impactos da violência no ambiente escolar e na rotina dos alunos.

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