Terremoto provoca destruição e mobiliza resgates na Venezuela

Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24), provocando colapso de edifícios, danos estruturais e uma grande operação de resgate em Caracas e outras cidades do norte do país. Pela proximidade com a fronteira venezuelana, o episódio também acendeu o alerta em Roraima, principal porta de entrada terrestre entre os dois países.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores ocorreram em sequência, com magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por menos de um minuto. O epicentro foi registrado próximo à cidade costeira de Morón, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, em profundidade considerada rasa — fator que aumenta o potencial destrutivo.
Imagens divulgadas por agências internacionais mostram prédios parcialmente destruídos, ruas cobertas por escombros e moradores deixando imóveis às pressas na capital venezuelana. Equipes de resgate seguem em busca de vítimas sob destroços, enquanto hospitais operam em regime de emergência. Autoridades locais ainda não divulgaram um balanço consolidado de mortos e feridos, mas o USGS classificou como alta a probabilidade de vítimas em grande escala.
O tremor também foi sentido em países vizinhos e em regiões do Caribe. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para áreas como Porto Rico e Ilhas Virgens, mas foi posteriormente cancelado.
Para Roraima, o terremoto tem relevância não apenas pela proximidade geográfica, mas também pela intensa conexão social e econômica com a Venezuela. O estado abriga uma grande população migrante venezuelana, especialmente em Boa Vista e Pacaraima, cidades que concentram famílias com parentes em Caracas, Puerto Ordaz, Santa Elena de Uairén e outras regiões afetadas.
Até o momento, não há registro oficial de tremores sentidos em Roraima nem de impactos diretos na infraestrutura do estado. Em cidades do Norte brasileiro mais distantes, como Manaus, moradores relataram percepção de oscilações em edifícios altos, o que reforça a dimensão do evento sísmico.
Especialistas explicam que, embora a Venezuela não esteja entre os países mais associados a grandes terremotos na América do Sul, o território está localizado em uma zona de interação entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, o que favorece a ocorrência de abalos sísmicos.
O governo venezuelano ativou protocolos de emergência e orientou a população a evitar estruturas danificadas, diante do risco de réplicas nas próximas horas.
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