Família de paciente com esquizofrenia denúncia falta de medicamentos há três meses no CAPS II

Uma nova denúncia aponta falta de medicamentos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II, no bairro Mecejana, em Boa Vista. Segundo Jussara Soares, filha de uma paciente de 60 anos em acompanhamento psiquiátrico, alguns medicamentos estão em falta há cerca de três meses.
Entre os remédios citados estão clonazepam em gotas, quetiapina e ácido valproico. A familiar afirma ainda que, durante uma consulta realizada nesta segunda-feira (28), não havia receita azul disponível para que o médico pudesse prescrever medicamentos de controle especial.
A denúncia ocorre após uma reportagem publicada pela Folha BV em julho sobre a falta de medicamentos controlados na unidade. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as empresas responsáveis haviam iniciado o processo de entrega e que o abastecimento seria concluído em até 20 dias.
Jussara afirma que, apesar da previsão apresentada anteriormente, o problema continua.
“Minha mãe tem 60 anos, é esquizofrênica e faz acompanhamento com o médico psiquiatra. E há 3 meses que alguns medicamentos estão em falta, em pleno setembro amarelo, mês da conscientização sobre saúde mental”, relatou.
O que diz a Prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde disse por meio de nota envida à FolhaBV que reconhece a importância dos medicamentos para as pessoas que fazem tratamento contínuo e para suas famílias.
A secretaria disse ainda que se sensibiliza com a situação dos pacientes que necessitam dessas medicações, que representam não apenas parte do tratamento, mas são essenciais para a melhora da qualidade de vida e do bem-estar dos pacientes e de seus familiares.
Foram registrados problemas na entrega de medicamentos especiais controlados destinados ao CAPS II e a algumas Unidades Básicas de Saúde. As empresas contratadas receberam as respectivas ordens de fornecimento, mas não realizaram as entregas dentro dos prazos previstos. Diante disso, a Secretaria está adotando medidas emergenciais para regularizar o abastecimento, e uma parcela das medicações deverá ser reposta já nas próximas semanas.
Paralelamente, estão sendo adotadas as providências administrativas cabíveis para responsabilizar as empresas pelo descumprimento das obrigações contratuais, conforme previsto na legislação. A Secretaria Municipal de Saúde segue empenhada em normalizar o fornecimento o mais breve possível, com atenção especial às pessoas que dependem desses medicamentos para dar continuidade aos seus tratamentos.
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