Bombeiros são acionados após vazamento de gás em escola militarizada e alunos são dispensados

Um vazamento de gás registrado na manhã desta sexta-feira (22) em uma unidade de ensino da capital acendeu um alerta entre pais de alunos e moradores. O caso ocorreu na Escola Estadual Militarizada Professora Elza Breves de Carvalho, atualmente funcionando em um prédio alugado no bairro Santa Luzia.
De acordo com a denúncia, o vazamento teria sido intenso e persistido por horas, inclusive durante a noite anterior. Ainda assim, a direção da escola não teria realizado a liberação imediata dos estudantes. A situação só foi controlada após a chegada do Corpo de Bombeiros, que, conforme testemunhas, constatou que o ambiente não apresentava condições seguras para permanência dos alunos.
A dona de casa Cássia Araújo, mãe de um estudante, relatou momentos de medo e indignação. “Estou totalmente frustrada e me sinto prejudicada. Além de ser longe da minha casa, o prédio não tem condições adequadas para aulas. E o pior é que não existe previsão de retorno para a escola original”, afirmou.
Segundo ela, a situação desta sexta-feira agravou ainda mais a preocupação dos pais. “Por pouco não aconteceu um acidente. A escola tentou abafar o caso e não liberar os alunos. Só depois que os bombeiros chegaram é que ficou claro o risco”, disse.
Cássia também destacou os impactos da mudança para o prédio provisório. “Todos os pais estão sendo prejudicados. Temos gastos com transporte, e a estrutura é muito antiga. Além disso, há reclamações sobre o despreparo de alguns funcionários”, completou.
Reforma se arrasta há quatro anos

O problema estrutural enfrentado pela comunidade escolar não é recente. A unidade original da escola, localizada no bairro Laura Moreira, está em reforma há cerca de quatro anos, sem previsão concreta de entrega.
Moradores relatam que, em julho do ano passado, o Governo havia informado que a obra seria concluída até novembro, o que não se concretizou. Desde então, alunos foram transferidos para escolas em outros bairros ou para o prédio alugado, gerando dificuldades logísticas e financeiras para as famílias.
O presidente da Associação de Moradores do bairro Laura Moreira, Giltemberg Fernandes, destacou a importância da unidade para a comunidade local. “É a única escola estadual do bairro. A população precisa dela funcionando. A falta dessa estrutura tem causado muita dificuldade para todos”, disse.
Ainda segundo moradores, a obra já teria passado por duas empresas diferentes, sem conclusão. Enquanto isso, cresce a cobrança por respostas das autoridades.
Diante do episódio mais recente, pais e moradores reforçam o pedido por fiscalização e medidas urgentes. “A gente paga impostos e quer respeito. Onde estão as autoridades que não veem isso?”, questionou Cássia.
SEED
A Secretaria de Educação e Desporto informa que o Colégio Estadual Militarizado Professora Elza Breves de Carvalho está passando por obra de reforma geral e que a empresa responsável ainda não concluiu todos os serviços previstos, motivo pelo qual a unidade ainda não foi reinaugurada.
Informa ainda que, na manhã desta sexta-feira, 22, houve um vazamento de gás de cozinha na unidade onde os estudantes estão tendo aulas temporariamente. Por medida de segurança, o Corpo de Bombeiros Militar de Roraima foi acionado e os alunos foram dispensados das atividades.
E reforça que, não houve fogo, tumulto ou registro de feridos, e que todas as medidas necessárias foram adotadas para garantir a segurança da comunidade escolar.
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