Exercitar o cérebro todos os dias protege a memória e reduz o risco de declínio cognitivo: saiba como

Assim como os músculos precisam de estímulos para permanecer fortes, o cérebro também se beneficia de desafios diários. Aprender uma habilidade nova, resolver problemas, tocar um instrumento ou até mudar o caminho de casa para o trabalho são atividades capazes de fortalecer conexões entre os neurônios e ajudar a preservar a memória ao longo da vida.
A importância desse “treino cerebral” vem sendo reforçada por diversas pesquisas. Um levantamento publicado na revista científica Nature Reviews Neurology mostrou que manter o cérebro mentalmente ativo contribui para aumentar a chamada reserva cognitiva, mecanismo que torna o órgão mais resistente aos efeitos do envelhecimento e pode retardar o aparecimento de doenças como a demência.
Segundo informações reunidas pelo portal Verywell Health, atividades que exigem raciocínio, concentração e aprendizado fortalecem a plasticidade cerebral, capacidade do cérebro de criar novas conexões entre os neurônios. Quanto mais essas conexões são estimuladas, mais eficiente o cérebro se torna para aprender, memorizar informações e se adaptar a novas situações.
Outro benefício é a preservação da memória. Exercícios que envolvem orientação espacial, resolução de problemas ou aprendizado de novos conteúdos ativam o hipocampo, região responsável pela formação das lembranças. Estudos mostram que manter essa área constantemente estimulada está associado à preservação de seu volume e do desempenho cognitivo durante o envelhecimento.
Os desafios mentais também favorecem a chamada reserva cognitiva, uma espécie de “plano B” do cérebro. Pessoas que cultivam hábitos intelectualmente estimulantes ao longo da vida tendem a desenvolver redes neurais mais robustas, permitindo que o cérebro encontre caminhos alternativos para executar tarefas mesmo diante das alterações naturais da idade.
Além da memória, atividades cognitivas ajudam a melhorar a concentração, a capacidade de planejamento, a tomada de decisões e a flexibilidade mental, habilidade que permite adaptar-se rapidamente a novas informações. Há evidências de que permanecer mentalmente ativo também contribui para reduzir processos inflamatórios no cérebro e preservar o funcionamento dos neurônios a longo prazo.
Embora palavras cruzadas e jogos de lógica sejam úteis, os especialistas destacam que os maiores benefícios aparecem quando o cérebro é exposto a desafios realmente novos. Isso porque aprender algo diferente exige maior esforço das redes neurais, favorecendo a criação de novas conexões.
Confira oito formas de exercitar o cérebro diariamente:
- Aprender um novo idioma
- Tocar um instrumento musical
- Resolver jogos de estratégia, como xadrez
- Fazer um percurso diferente sem usar GPS
- Conhecer lugares novos e explorar ambientes desconhecidos
- Desenvolver um hobby criativo, como pintura, desenho ou escrita
- Aprender habilidades técnicas, como programação ou fotografia
- Praticar atividades físicas que também desafiem o raciocínio, como escalada, dança ou trilhas
Os especialistas recomendam dedicar entre 20 e 30 minutos por dia a atividades que desafiem a mente. Mais importante do que o tempo é a constância. Variar os estímulos também ajuda a ativar diferentes áreas cerebrais, potencializando os benefícios.
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